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Alê Fotógrafo
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Fotografia é despesa ou investimento? Como justificar o orçamento para a diretoria

Fotografia corporativa costuma ser tratada como despesa e cortada primeiro. Veja como apresentar o investimento em imagem como ativo com vida útil longa.

Fotografia entra no orçamento como item de campanha, e itens de campanha são cortados quando a receita aperta. O problema é de enquadramento: enquanto o software é visto como infraestrutura e o comercial como investimento, a imagem aparece como estética. E estética, na planilha, é sempre supérflua.

Um retrato de liderança serve por anos em site, imprensa, propostas e palestras. Um acervo institucional abastece dezenas de materiais em várias áreas. Quando o custo é dividido pelo número de usos e pelos anos de uso, o valor por aplicação se torna irrelevante — e a conversa deixa de ser sobre gosto e passa a ser sobre eficiência.

Imagem afeta conversão do site, taxa de resposta comercial, percepção em propostas, atração de candidatos e reputação institucional. Não é preciso prometer um ROI exato: basta demonstrar que os pontos de contato mais críticos da empresa dependem de material visual, e que operar com material ruim compromete todos eles ao mesmo tempo.

Como estimar o retorno de fotografia? Pelo uso: quantos materiais e canais serão abastecidos e por quanto tempo. Diluído assim, o custo por aplicação fica muito baixo.

Vale começar pequeno para provar valor? Vale. Priorizar liderança e as páginas mais visitadas costuma gerar impacto rápido e visível para justificar a continuidade.

Como comparar com o custo de não fazer? Considerando o efeito de imagens amadoras nos pontos de contato decisivos: site, propostas, recrutamento e imprensa.

Este artigo faz parte da série de conteúdos publicados por Alexandre Machado sobre fotografia profissional. Para conversar sobre um projeto, entre em contato ou veja a galeria completa de fotos.