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Alê Fotógrafo
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JPEG ou PNG: Vantagens e desvantagens dos dois formatos de imagens

Você sabe a diferença entre os formatos de imagens JPEG e PNG? Conheça no post, as vantagens e desvantagens de cada um deles e como isso pode ser útil em seus projetos e fotos.

JPEG ou PNG: Vantagens e desvantagens dos dois formatos de imagens

No mundo da imagem digital existem diversos formatos de imagens, mas dois deles, o PNG e o JPEG estão entre os mais utilizados e conhecidos. Porém, ainda há muitas dúvidas entre qual a extensão ideal para um projeto.

À primeira vista, uma única imagem mostrada em ambos os formatos pode parecer idêntica, mas ao analisar melhor, você perceberá uma grande diferença entre elas.

Esses formatos, tão comuns, muitas vezes passam despercebidos a ponto de nem sabermos o porquê deles e o que realmente significam. Por isso, preparamos este artigo para esclarecer a importância dos dois formatos, suas vantagens e desvantagens na fotografia, lembrando que um formato nem sempre é melhor que o outro, já que cada um foi projetado para ser utilizado em situações específicas, com base em suas necessidades de qualidade de imagem, tamanho de arquivo, etc.

A abreviação de Joint Photographic Experts Group é um formato de imagem criado em 1983 para facilitar o armazenamento e distribuição dos arquivos na web.

Tornou-se o formato compactado padrão de fotografia padrão, geralmente usado por câmeras digitais para armazenar fotos e ideal para compartilhamento de imagens online, devido ao seu cuidadoso equilíbrio entre tamanho de arquivo e qualidade de imagem. O formato também suporta vários níveis de compactação, o que o torna ideal para gráficos para web.

Suporta 224 ou 16.8 milhões de cores usando 8 bits para cada cor (vermelho, verde e azul) no espaço de cores RGB. Isso fornece 28 ou 256 valores para cada uma das três cores, que combinadas permitem 256 x 256 x 256 ou 16.777.216 cores. Três valores de 0 produzem preto puro, enquanto três valores de 255 criam branco puro. Isso é a parte teórica sobre o JPEG.

O algoritmo de compactação JPEG pode reduzir o tamanho do arquivo de uma imagem de BITMAP (BMP) em dez vezes normalmente, na proporção 10:1. Ou seja, se você tem uma imagem de 10 MB, e exporta ela para o formato JPEG, deverá obter uma imagem de aproximadamente 1 MB.

Ainda assim, qualquer compactação apresenta perdas de qualidade na imagem durante o processo, dependendo muito do conteúdo e do tipo de arquivo da imagem original.

O formato JPEG utiliza a Transformada Discreta de Cosseno (Discrete Cosine Transform - DCT), algoritmo que analisa a imagem inteira, determina quais pixels da imagem são semelhantes o suficiente aos que estão ao seu redor e mescla os pixels em blocos (grupos de pixels com o mesmo valor).

É um método muito eficiente, mas que custa o desperdício de informações que você não pode obter de volta.

Esse é um dos motivos pelos quais os fotógrafos profissionais optem por capturar imagens em um formato RAW que permite editar fotos com a mais alta qualidade e exportam imagens em formatos JPEG quando são compartilhadas ou publicadas na Web.

Listamos algumas vantagens do formato JPEG com foco em fotografia. São eles:

Arquivo pequeno: as imagens em JPEG são bem menores que as imagens em RAW, consumindo menos espaço de armazenamento.

Compatibilidade: por ser um formato compatível com a maioria dos dispositivos e softwares modernos, torna-se prático e uma opção ágil.

Backups: o fato de os tamanhos de arquivos serem menores se traduz em backups mais rápidos e eficientes.

Já processado: as imagens em JPEG já saem prontas da câmera, com todos os ajustes feitos anteriormente, como saturação, exposição, nitidez e espaço de cores etc. Assim, você economiza tempo já que, em teoria, não precisará editar suas fotos.

Assim, como existem vantagens, veja quando não utilizar este formato de arquivo:

Compressão com perdas: como já mencionado, ao compactar a imagem neste formato ou fazer edições, você perderá alguns dados de sua foto, como cores, contraste, o que inevitavelmente ocasionará perda de qualidade da imagem.

Recuperação limitada: por conter menos dados, caso sejam necessários correções e estas tenham sido feito de forma errônea, como por exemplo, errar na exposição de sua foto, dificilmente você conseguirá recuperar os detalhes.

Limitado a 8 bits:  outra limitação que faz com que outras cores que sua câmera seja capaz de gravar e reproduzir acabem sendo descartadas quando a imagem é feita em JPEG.

Não é bom para impressão CMYK: o sistema de cores subtrativas formado por ciano, magenta, amarelo e preto, utilizado para impressões em alta qualidade costuma lidar bem com arquivos RGB. O problema das imagens em JPEG para impressão é que dependendo da imagem, o documento impresso pode ser insuficiente quando o assunto é qualidade.

O Portable Network Graphic (gráficos de rede portáteis), ou simplesmente PNG, foi criado em 1995 para substituir o GIF que oferecia muitas limitações. É um formato de arquivo sem perdas.

Ao contrário do JPEG, que é baseado na compactação DCT, o PNG utiliza a compactação LZW - a mesma usada pelos formatos GIF e TIFF. A compressão LZW de dois estágios do PNG tem cordas de bits contidos nos dados da imagem, que combina sequências mais longas para acompanhar os códigos de acesso, realizada em um dicionário (ou livro de códigos), armazenados dentro do arquivo da imagem. Isto resulta em um arquivo menor, mas de alta qualidade.

Resumindo, o PNG salva e comprime imagens em alta definição, sem perder a qualidade, usado em gráficos na internet e por habilitar transparências.

Compactação sem perdas: definitivamente, a maior vantagem, que significa que não há perda de qualidade toda vez que ele é aberto e salvo novamente.

Este artigo faz parte da série de conteúdos publicados por Alexandre Machado sobre fotografia profissional. Para conversar sobre um projeto, entre em contato ou veja a galeria completa de fotos.